sábado, 24 de agosto de 2013

Baby Blood (França, 1990)

Filme: Baby Blood
Diretor: Alain Robak
Ano: 1990
País: França
Duração: 82 minutos
Elenco: Emmanuelle Escourrou, Christian Sinniger, Jean-François Gallotte 


Baby Blood é, para mim, mais uma grata surpresa vindo da França, país no qual tem se destacado nos últimos anos pelas produções violentas e perturbadoras como Eles (Ils), Alta Tensão (Haute Tension), A Fronteira (Frontière(s)), A Invasora (À l'intérieur), entre outros. Mas muito antes desta recente safra de horror, foi produzido Baby Blood de Alain Robak em 1990.


Um bizarro início apresenta a formação do planeta Terra narrado pela estranha voz de um ser presente há milhões de anos mas que ainda espera para nascer (só não me pergunte como ele pode falar sem ter nascido, mas isso não é importante).



O ser parasita se hospeda em um leopardo que é trazido da selva para um circo na França, lembrando o início de Fome Animal, que seria filmado mais tarde. No circo o animal acaba sendo explodido pela estranha criatura que vai buscar abrigo no corpo de Yanka, entrando por aquele local que você está pensando, enquanto ela dorme.






Ela foge do circo, deixando seu namorado/marido autoritário, e o parasita começa a se comunicar com ela, exigindo sangue para se desenvolver e finalmente nascer, por horas até com certo bom humor. Hesitante no início, depois, como toda boa mãe, ela não mede esforços e leva os instintos maternos às últimas consequências, mudando-se constantemente e levando uma vida independente. Por onde passa, ela vai empilhando cadáveres, a maioria homens, para saciar o apetite de seu incomum filho. Este objetivo nos proporciona cenas de homens mutilados, cabeças esmagadas, Yanka sequestrando um ônibus para doação de sangue e matando quem se puser em seu caminho. Uma das melhores cenas é quando ela está na ambulância prestes a dar a luz e enche o enfermeiro de gás, fazendo-o inchar e explodir deixando a ambulância repleta de sangue e restos humanos. 




O filme vai se tornando cada vez mais sangrento e, por fim, após Yanka simpatizar com a criatura, o bebê finalmente nasce sob a forma humana, que depois é abandonada dando lugar à sua verdadeira e monstruosa forma.
O gore é abundante neste filme, também com destaque para o sonho que ela tem quando braços sangrentos saem de sua barriga. Ainda há alguns momentos de nudez da protagonista e algumas passagens cômicas.


O filme tem um ritmo rápido com uma edição bastante interessante, até alguns efeitos de fast-forward, tornando-o agradável e divertido de assistir e nos deixando curiosos para ver os desfecho do filme, que não deixa a desejar.  Destaque para a constante sanguinolência bem empregada em bons efeitos.



Um filme diferente e único, bem feito e com um bom roteiro, misturando elementos de bebês demoníacos presentes em O Bebê de Rosemary e Nasce Um Monstro (It's Alive) com a sede de sangue de outros como Enraivecida na Fúria do Sexo (Rabid, de Cronenberg), O Soro do Mal (Brain Damage) e Basket Case, mas sem tanto humor destes últimos. 
É sempre bom descobrir filmes surpreendentes como este.

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