sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ilsa: She Wolf of the SS (Canadá, 1975)

Filme: Ilsa: She Wolf of the SS / Ilsa, a Guardiã Perversa da SS
Diretor: Don Edmonds
Ano: 1975
País: Canadá
Duração: 96 minutos
Elenco: Dyanne Thorne, Gregory Knoph, Tony Mumolo
IMDb: 5,2


Ilsa é a comandante do Campo 9 da SS que, diga-se de passagem, tem seios fartos e usa decotes generosos (falo isso pois é um ponto fundamental do filme). Ela tem o hábito de satisfazer suas necessidades sexuais com os prisioneiros, garantindo a eles que não precisarão voltar ao campo de concentração. De fato não voltam, já que, após o ato a viúva negra ordena que eles sejam mortos por castração. 

Ela examina as mulheres nuas, que serão usadas para "servir" aos soldados. Outras são torturadas para provar uma teoria de Ilsa, a qual ela acredita que as mulheres são capazes de suportar mais dor que os homens, visando recrutar mais mulheres às tropas da SS para mandá-las à combate, estando preparadas para os possíveis sofrimentos. Vale ressaltar que as oficiais ajudantes de Ilsa, por algum motivo apelatório ou fetichista, costumam ficar com os peitinhos à mostra dando chicotadas nas pobres prisioneiras.
Entre outras torturas aplicadas, são usados vibradores eletrificados, câmaras de pressão, mergulhos em água fervente e deixar as prisioneiras com feridas expostas por dias, criando vermes. Chegam até mesmo à infectar uma delas com pus gangrenado, buscando uma cura para usar nos soldados.


Ilsa não tolera que os homens falem com as mulheres e os mesmos são punidos com a morte. Como boa nazista que é, ela considera que as raças inferiores, têm membros inferiores. Mas, certo dia chega ao Campo 9 um homem chamado Wolfe, que enlouquece Ilsa por ter o super poder de se manter ereto o quanto quiser, o que faz com que seja mantido vivo, satisfazendo regularmente a safadinha da Ilsa.
Em outra das muitas crueldades, uma prisioneira é colocada nua em cima de uma barra de gelo com uma forca no pescoço, enquanto os oficiais jantam e se divertem esperando que ela morra. 


Um general aparece para vistoriar os trabalhos de Ilsa e quando os dois estão à sós no quarto, ele aproveita para pedir à ela uma chuvinha molhada! 
Depois de várias noites com Ilsa, Wolfe promete algo diferente a ela. Neste dia, ele a amarra na cama e Ilsa parece gostar de ser submissa por uns instantes, quando Wolfe pega a arma dela e faz um guarda de refém. Os prisioneiros, que haviam planejado uma rebelião com as prisioneiras, saem armados com paus e facas e vão matando guardas. O desejo por vingança os torna extremamente cruéis, enforcando, cortando pescoços, metralhando e empilhando corpos enquanto os guardas vão saindo de seus acampamentos.
Wolfe decide fugir mas os outros preferem ficar e continuar com a sangrenta vingança. Isto até que as tropas alemãs chegam matando a todos, desde os prisioneiros até Ilsa, destruindo o acampamento para que as tropas aliadas não encontrem registros do era feito naquele lugar.


Ilsa é um bom exploitation dos anos 70 e talvez o melhor filme de uma de suas muitas ramificações, nomeado como Nazisploitation (depois falaremos mais sobre isso). Se por alguma razão, você acha que este filme faz alguma apologia ao nazismo, os dizeres iniciais do filme já deixam bem claro a posição dos produtores, esperando que coisas como estas nunca mais venham a acontecer. Mas também não dá pra dizer que não são oportunistas, fazendo dinheiro com um filme dedicado à estas atrocidades.

O que mais assusta no filme é que, apesar do exagero, muitas destas brutalidades foram realmente cometidas e a Ilsa foi baseada em uma pessoa real, Ilse Koch. Ela era esposa do comandante dos campos de extermínio de Buchenwald. Ilse tinha o hábito de usar pedaços de peles tatuadas de prisioneiros como cúpulas de abajures. Ela também costumava andar nua nos campos de concentração com um chicote, ameaçando surrar aqueles que a olhavam duas vezes. Isso lhe rendeu apelidos carinhosos como "a maldita de Buchenwald" ou "a bruxa de Buchenwald", entre outros.



Outra coisa interessante do filme é mostrar que em uma guerra, todas podem ser cruéis. Uns por seguirem ordens de uma ideologia fascista, outros por serem violentados e buscarem vingança. 

Enfim, é um bom filme com história interessante e bom final. Ainda rende certo humor por conta dos personagens estereotipados, o sotaque de Ilsa e o fetiche do general, além de boa dose de nudez e visual sadomasoquista.


O Nazisploitation, como o nome já sugere, é um subgênero do exploitation que vai de encontro com outro subgênero, o WIP (filmes de mulheres prisioneiras) explorando às atrocidades cometidas pelas tropas alemãs durante a segunda guerra mundial. Estes filmes, além de abusarem de cenas de violentas torturas, também apelam para fator erótico, geralmente com prisioneiras nuas e, no caso de Ilsa, a própria comandante e suas assistentes. 


Mesmo que o Nazisploitation tenha ficado mais conhecido com Ilsa, A Guardiã Perversa da SS (Ilsa: She Wolf of The SS, 1975), dirigido por Don Edmonds e que eternizou Dyanne Thorne como a cruel musa do gênero, o primeiro filme do gênero foi Love Camp 7, de 1969, dirigido por Lee Frost, que também fez muitos filmes de exploitation. 

Dyanne Thorne em 1976 fez Ilsa, Harem Keeper of The Oil Sheiks, também dirigido por Don Edmonds, onde ela assume o mesmo papel da primeira Ilsa, mas aplicado em outros contextos: trabalhando para um sheik árabe que importa mulheres para satisfazê-lo sexualmente.

Ela repete a personagem em Ilsa, The Tigress of Siberia (1977), passado em um campo de concentração comunista,  e Greta - Haus Ohne Männer (1979), dirigido por Jess Franco, e que em alguns países, aproveitando a fama da personagem, também teve títulos como Ilsa, The Wicked Warden. Ou seja, Ilsa foi a representação da comandante vil em diversas culturas.
O Nazisploitation foi amplamente explorado pelos italianos como em Gestapo, Esquadrão da Tortura (Le Deportate Della Sezione Speciale SS, 1976) de Rino Di Silvestro, Calígula Reencarnado como Hitler (L'ultima orgia del III Reich, 1977) de Cesari Canevari, Garotas da SS (Casa Privata Per Le SS, 1977) de Bruno Mattei, La Bestia In Calore (1977) de Luigi Barzella e As Noites Rosas da Gestapo (Le Lunghe Notti Della Gestapo, 1977) de Fabio de Agostini.

domingo, 20 de abril de 2014

The Brain From Planet Arous (EUA, 1957)

Filme: The Brain from Planet Arous / O Cérebro do Planeta Arous
Diretor: Nathan Juran
Ano: 1957
País: Estados Unidos
Duração: 71 minutos
Elenco:  John Agar, Joyce Meadows, Robert Fuller

O cientista Steve está fazendo experimentos em seu laboratório e percebe sinais estranhos de radiação vindos do Monte Mistério. Ele vai junto com Dan, seu assistente, averiguar o que se passa por lá. 
Ao chegarem lá, se deparam com uma caverna que até então não existia no monte. Lá dentro encontram com um cérebro gigantesco e translúcido com olhos e incrível poder, capaz de atordoá-los instantaneamente. Enquanto Dan morre queimado pela radiação, Steve passa a ser o hospedeiro do cérebro maligno, chamado Gor. 

Uma semana depois ele volta para casa controlado por Gor, que se mostra bastante safadinho com Sally, a noiva de Steve, como se nunca tivesse visto uma mulher. Mas como corpos femininos não existem no planeta Arous, de onde ele veio, é até bem compreensível. 
Sally acha que ele têm agido de forma estranha e agressiva, e que ele está cada vez mais obcecado por dinheiro e poder.


Quando ela e seu pai vão até a montanha investigar o que poderia ter acontecido, encontram o corpo de Dan e surge outro cérebro de Arous, Vol, que conta que Gor é um ser mau que havia fugido de Arous.

Nos momentos em que Gor está fora do corpo de Steve, ele volta a sua consciência e tenta destruir o cérebro voador do mal, mas sem sucesso. Quando Gor o está controlando, pode usar seu poder destrutivo, podendo, em um simples olhar negro e metálico, queimar e explodir coisas.


Vol quer capturar Gor quando este não está no corpo de Steve e precisa da ajuda deles. Enquanto isso, para não ser visto, Vol fica no corpo do cachorro do casal.
Após destruir um avião apenas com o seu olhar sádico, ele é investigado pelo xerife local. Steve admite que matou Dan e derrubou o avião e em seguida o xerife segue o mesmo caminho.

No dia em que seriam realizados os testes atômicos, Steve mostra o seu poder destruindo toda uma cidade de testes, como se fosse uma bomba atômica, só com sua olhadinha marota pela janela. Ele conta seus planos diabólicos aos militares, visando escravizar a raça humana para produzir armamentos para dominar Arous e todo o universo, AH AH AH AH AH!!

Ele pede uma reunião com os líderes dos países (mas bem poucos aparecem) ameaçando destruir as capitais daqueles que não concordarem com seus planos.
Vol, que se diz mais poderoso que Gor, apenas diz a Sally o ponto fraco deles: a cada 24 horas eles precisam voltar a sua forma física natural para respirarem oxigênio e neste momento podem ser mortais se atacados na fissura de rolando.
(A fissura de rolando é também chamado de sulco central, que é uma fenda que separa no sentido longitudinal os dois hemisférios do cérebro.)


Sally pesquisa sobre a tal fissura em um livro e deixa uma anotação para Steve na sua mesa. Quando ele chega exausto, Gor sai de seu corpo sob a forma sólida (e suspenso por fios de nylon) e Steve, por sorte, vê o bilhete de Sally e, com o machado convenientemente deixado próximo por ela, começa a atacar Gor diretamente nesta fissura e assim, sem muitos problemas, o mundo está salvo mais uma vez. Enquanto isso, o poderoso Vol fica escondido confortavelmente no cachorro. Quando Sally vai mostrar Vol, ele já não estava mais no cão, e Steve não acredita na história. Seria Vol a representação do poderoso cérebro humano? 


Como já comentado na postagem de Fiend Without a Face, os anos 50 presenciaram uma epidemia de filmes toscos de horror e ficção científica abordando as consequências do uso indevido das armas atômicas. Entre estes filmes, surgiram vários abordando os poderes malignos dos cérebros.

Assim como em muitos outros filmes B da época, a terrível ameaça que pode comandar o universo é um tanto quanto ingênua e facilmente pode ser derrotada.

Este filme lembra muito O Cérebro (The Brain, 1988), um clássico do cinema trash dos anos 80, certamente prestando uma homenagem a estes filmes dos anos 50. 


O diretor austríaco Nathan Juran (aqui creditado como Nathan Hertz) dirigiu diversos clássicos filmes B de ficção científica e fantasia, incluindo A Mulher de 15 Metros (Attack of the 50 Foot Woman), The Deadly Mantis (1957), Os Primeiros Homens na Lua (First Men in the Moon, 1964), A Vinte Milhões de Léguas da Terra (20 Million Miles to Earth, 1957), e Simbad e a Princesa (The Seventh Voyage of Sinbad, 1958), estes três últimos com o mestre dos efeitos stop-motion, Ray Harryhausen. Nathan também trabalhou bastante com séries para TV, como Terra de Gigantes, Perdidos no Espaço, Túnel do Tempo e Viagem ao Fundo do Mar.

Não deixe de ver este filme "cerebral"!

domingo, 13 de abril de 2014

Fiend Without a Face (Reino Unido, 1958)

Filme: Fiend Without a Face / O Horror Vem  do Espaço
Diretor: Arthur Crabtree
Ano: 1958
País: Reino Unido
Duração: 75 minutos
Elenco: Marshall Thompson, Terry Kilburn, Kynaston Reeves

O início do filme é marcado por mortes misteriosas. As pessoas parecem ser atacadas por algo invisível que vai movendo coisas e abrindo portas por onde passa. O exército investiga o que teria causado estas mortes enquanto tenta se esquivar das acusações de culpa em virtude da usina nuclear. Esta usina era usada para gerar energia para obter imagens via satélite da Rússia, mas por algum motivo desconhecido, estava sofrendo alguma interferência e perdendo  sinal. 

Ao fazerem a autópsia de um dos corpos, descobrem que o cérebro e a medula espinhal foram sugados por pequenos furos no pescoço. 
Os seres invisíveis são desajeitados, derrubando e movendo tudo por onde passam (para vermos que algo está ocorrendo, é claro). Após o prefeito ser a nova vítima, alguns homens da cidade saem pela floresta procurando pelo assassino. Um deles se perde e quando volta, parece mais um zumbi.


O Major Cummings começa a desconfiar que o Professor Walgate teria algum envolvimento com o caso. Mais tarde ele admite saber do que se tratavam tais criaturas. 
Walgate é conhecido por ter escrito sobre a materialização de pensamentos, onde os pensamentos poderiam tomar forma e realizar atividades e movimentos independentes do corpo. 


Ele desenvolve um equipamento para esta finalidade e vê na energia nuclear a fonte perfeita para o experimento funcionar, o que seria o real motivo para interferir nas transmissões do satélite. A materialização funciona até bem demais e os pensamentos acabam tornando-se seres independentes capazes de evoluirem e se multiplicarem. Para isto, eles necessitam da energia nuclear e precisam sugar os cérebros e medulas humanas para sobreviverem, sendo chamados de vampiros da mente.

Com a energia nuclear reduzida, as criaturas finalmente tomam forma e aparecem. Tratam-se de cérebros com antenas, que emitem ruídos insuportáveis e rastejam por meio da medula espinhal em interessantes efeitos de stop-motion. Assim como em A Noite Dos Mortos Vivos (que teve alguma inspiração neste filme), todos tentam abrigar-se em uma casa, com as janelas bloqueadas por madeiras, enquanto o Major Cummings vai em direção à usina. 


Os cérebros atômicos (lembram da música do Ratos de Porão?) podem ser mortos quando atingidos pelos tiros, mas eles conseguem desbloquear a janela com sua super-força e entrar VOANDO, dando inveja aos Pássaros de Hitchcock. E quando estão prester a atacar a mocinha, Cummings consegue parar a usina nuclear da melhor forma possível: explodindo-a com dinamite! O que acaba com a energia vital dos monstros. Assim, as criaturas morrem instantaneamente e vão derretendo até desaparecerem, em um efeito stop-motion que lembra um pouco o final de Evil Dead (1981) e pode até ser visto como um dos ancestrais dos efeitos gore nojentos que se desenvolveriam futuramente.



Fiend Without a Face foi dirigido em 1958 por Arthur Crabtree baseado no conto "The Thought Monster" de Amelia Reynolds Long, que havia sido publicado na revista Weird Tales Magazine.

É um filme interessante, rápido e bastante divertido, e como os monstros são invisíveis por boa parte do filme, não são necessários muitos efeitos especiais. A ameaça deste filme lembra, inclusive, a do filme Planeta Proibido, de 58, com o até então jovem e sério Leslie Nielsen. 

Após os cada vez mais frequentes experimentos nucleares, a queda das bombas em Hiroshima e Nagasaki e com início da guerra fria, que dividiu o mundo em capitalista e socialista, os filmes de ficção científica dos anos 50 substituíram os antigos monstros como Drácula e Frankenstein por um medo sofrido pela população na época: a ameaça nuclear, representada por seres modificados por estas experiências. Assim surgiram filmes denominados de Atomic Horror, que traziam monstros gigantescos, como aranhas e formigas, e, mais adiante por uma ameaça mais real e cruel: o maligno cérebro humano! Na década de 50 eram comuns filmes sci-fi com esta temática. Apenas para citar alguns temos O Cérebro do Planeta Arous (The Brain From Planet Arous, 1957), O Cérebro que não queria morrer (The Brain That Wouldn't Die, 1962), Experiência Diabólica (Donovan's Brain, 1953), entre outros.

Apesar de se passar nos Estados Unidos, na divisa com o Canadá, foi filmado na Inglaterra e foi uma espécie de resposta inglesa, bem sucedida, aos filmes B produzidos pela American International. 

No Brasil o filme recebeu o genial título de O Horror veio do espaço, sendo que nada vêm do espaço.
Fiend Without a Face é um ótimo filme de baixo orçamento que, resumindo, temos cérebros com antenas que se locomovem, voam, emitem ruídos, matam pessoas estrangulando-as, ficam invisíveis e ainda derretem quando atingidos! É ou não um excelente filme B? Imperdível!

domingo, 6 de abril de 2014

Santo vs La invasión de los marcianos (México, 1967)

Filme: Santo el Enmascarado de Plata vs 'La invasión de los marcianos / Santo Combate os Marcianos
Diretor: Alfredo B. Crevenna
Ano: 1967
País: México
Duração: 92 minutos
Elenco:  Santo, Wolf Ruvinskis, El Nazi 

Um grupo de marcianos, muito semelhantes aos humanos, com ridículas roupas justas, brilhosas e metálicas, intercepta o sinal de TV e tenta alertar os humanos sobre a produção de armas e o prejuízo que isto pode causar ao universo. Vale lembrar que para isto, eles escolhem o melhor lugar possível no planeta. Claro que não são os Estados Unidos e sim o México. Eles transmitem sua mensagem para os canais de TV locais, e como são evoluídos, facilmente podem se adaptar ao idioma local. 


Todos riem e acham se tratar de mais um fajuto programa de comédia, o que deixa os marcianos muito nervosos. Eles descem à Terra e com seus olhos astrais desintegradores, fazem as pessoas desaparecerem e provocam muito pavor. Felizmente, Santo, o famoso lutador está na área e consegue deter um marciano, evitando um perigo maior. Por sinal, os marcianos também são bons na luta livre e tem o físico e roupas bem semelhantes às de Santo, propícias para a arte marcial. Em uma das lutas, inclusive, o oponente marciano consegue tirar a máscara de Santo, mas não contava com a genialidade ímpar do luchador que estava usando outra máscara por baixo!!

As belas marcianas

Os marcianos se impressionam com Santo e querem, juntamente com o professor Onorico, levá-los para Marte, um lugar muito mais evoluído, segundo os próprios, para formar uma nova raça de humanos mais desenvolvidos mental e fisicamente. 
Além das armas dos marcianos, eles têm um cinto especial que pode fazer desaparecê-los, trazendo-os de volta para sua nave, pois eles não conseguem sobreviver muito tempo na atmosfera terrestre sem as suas pílulas mágicas.


Por fim, se não se importarem com spoilers, Santo invade a nave e ativa a alavanca da destruição, brilhantemente instalada pelos marcianos. E mais uma vez a Terra está à salvo das ameaças intergalácticas, ficando livre para se autodestruir por conta própria, por seus imprudentes e gananciosos habitantes.

Alavanca para destruir a nave
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O filme parece uma versão mexicana de Plan 9 From Outer Space, porém, com belas atrizes, longas e seguidas cenas de lutas e é um pouco mais bem acabado que o filme de Ed Wood, mas também com um desfecho semelhante, com Santo invadindo e destruindo a nave. 
Seguindo a premissa de Plan 9 From Outer Space, os invasores criticam as produção de armas de destruição em massa mas, não conhecendo os humanos, acabam também se mostrando intolerantes e entrando em confronto com os terráqueos.


O filme foi dirigido por Alfredo B. Crevenna em 1966 e se tornou um dos maiores sucessos do lutador da máscara de prata. Crevenna chegou a dirigir mais de 150 filmes, entre eles, quatro protagonizados por Santo.


Olhos astrais 

Santo vs. La Invasión de los marcianos, saiu no Brasil com o título Santo Combate os Marcianos. Um pôster do filme mostra Santo carregando um homem verde em outro planeta, segurando uma arma um tanto diferente, com a Terra e discos voadores ao fundo. Ou seja, nada que acontece no filme.

Abaixo, uma breve introdução aos filmes mexicanos de luta livre:
A lucha libre (ou luta livre/wrestling mexicano) foi um esporte popular no México desde o início dos anos 30, vindo a aparecer no cinema na década de 50. Os lutadores mascarados eram divididos em duas categorias: os "tecnicos" (mocinhos) e os "rudos" (vilões) que se enfrentavam em performances altamente teatrais. As máscaras coloridas proporcionavam mais do que identidades de vida para os lutadores, cuja maior humilhação era ser desmascarado após uma derrota. Tanto que nos filmes, diferente de outros super-heróis, sua real identidade nunca é revelada. Isto gera uma certa tosquice e charme, já que os lutadores usam as máscaras mesmo em suas casas, quando não estão lutando ou defendendo a lei.

Estes filmes compõem um gênero único e particular do México e representantes importantes do exploitation latino-americano, também chamado de mexploitation. Tratava-se de filmes envolvendo lutadores sempre mascarados que enfrentavam bandidos e ladrões. Mais adiante, foram adotados elementos de fantasia e ficção científica, e apareceram inimigos dos filmes clássicos de terror, incluindo monstros, vampiros, cientistas loucos, zumbis, alienígenas, entre outros. Até mesmo Drácula e o monstro de Frankenstein tiveram que entrar no ringue.

Ao contrário dos heróis americanos, os lutadores mascarados tinham apenas um poder: seus músculos. E apesar de estarem  sempre com suas máscaras, eles eram personagens totalmente humanos.

Os primeiros filmes de Lucha Libre foram feitos à partir de 1952 com o lançamento de "El Enmascarado de Plata", inspirado no famoso lutador El Santo, que já tinha a sua própria série de quadrinhos. Neste ano também foi produzido "Huracán Ramírez", com o lutador de mesmo nome que fez grande sucesso.

El Santo:
Rodolfo Guzmán Huerta nasceu em 1917 e começou sua carreira de lutador com 16 anos. Entre 1935 e 1942, ele adotou uma série de disfarces "Rudo", incluindo El Hombre Rojo, Rudy Guzman, El Demonio Negro e El Murcielago II. Em 1942, ele adotou a clássica máscara de prata de El Santo, mas, apesar de seu novo apelido de "santo", Huerta continuou a desempenhar o papel de "rudo" no ringue. Foi com o sucesso de suas aparições em uma série de quadrinhos e filmes no início, onde ele lutou pela verdade e justiça, que El Santo abandonou o lado negro e se tornou o herói conhecido e amado até hoje. Entre 1962 e 1982, Santo participou de mais de 50 filmes.

Tendo recusado a oportunidade de aparecer em 1952 em "El enmascarado De Plata", El Santo fez sua estréia no cinema com papéis coadjuvantes em duas produções filmadas, por questões orçamentárias, em Cuba, em 1961: "Santo Contra El Cerebro Del Mal" e "Santo Contra Hombres infernales", mas pouco aparecendo e sem cenas de lutas.

O primeiro filme de El Santo a incluir cenas do herói envolvido em lutas reais foi " Santo Contra Los Zombies" de 1962 e acaba se estabelecendo um padrão para os seus filmes: El Santo é chamado para ajudar a polícia / a amigo professor / a jovem mulher para resolver um mistério / recuperar uma invenção roubada ou artefato valioso / resgatar um parente sequestrado de um demônio nefasto e retornar periodicamente ao ringue para cumprir quaisquer compromissos profissionais.
Outros grandes sucessos de Santo foram “Santo Contra Las Mujeres Vampiro” (1962), “Santo Contra El Cerebro Diabolico” (1963) e o próprio “Santo vs. La Invasión de los marcianos” (1967).

Em algumas ocasiões, quando a tarefa era muito traiçoeira para um super-herói sozinho, um parceiro ou dois eram chamados para ajudá-lo. Ao longo da década de 1970, El Santo iria juntar-se regularmente com o parceiro no combate ao crime, Blue Demon para tais aventuras, como "Santo y Blue Demon en el mundo de los muertos" e "Santo y Blue Demon contra Drácula y el Hombre Lobo". Também ouveram filmes em que os dois confrontavam-se, como "Santo contra Blue Demon en la Atlántida".

A última aparição filme de El Santo foi em 1982 em "Santo En La Furia De Los karatecas" ao lado do mais novo de seus 10 filhos, Jorge, que adotou o nome El Hijo Del Santo. Rodolfo Guzmán Huerta morreu em 1984 de um ataque cardíaco e foi enterrado vestindo a máscara de prata icônica de seu lendário alter ego. 

Outros heróis:
Outras estrelas de cinema de wrestling mexicano notáveis ​​incluem o já mencionado Blue Demon, que, assim como suas aparições ao lado de El Santo, também teve suas próprias aventuras, incluindo "Blue Demon contra el poder satánico" e "Blue Demon contra las diabólicas".

Juntando-se à El Santo e Blue Demon em seus esforços para combater o mal, foi convocado Mil Mascaras (assim chamado por usar milhares de máscaras diferentes) para os filmes "Misterio En Las Bermudas" e "Las Momias De Guanajuato". Mil Mascaras e Blue Demon também fizeram parte de uma equipe de luta livre para salvar o mundo em "Las Campeones justiceiros".

Os filmes de lucha libre também deram lugar às mulheres. Las Luchadoras eram um bando de mulheres que apareceram em 6 filmes entre 1962 e 1968. Destaques para "Las Luchadoras Vs El Medico Asesino" e "Las Luchadoras Contra La Momia".

Fontes:
Canibuk
Grindhouse Database

sexta-feira, 21 de março de 2014

Society (EUA, 1989)

Filme: Society / A Sociedade Dos Amigos do Diabo
Diretor: Brian Yuzna
Ano: 1989
País: Estados Unidos
Duração: 99 minutos
Elenco:  Billy Warlock, Devin DeVasquez, Evan Richards

Resumo do filme:
Billy é um jovem rico, esportista, popular e com cabelos mullets, que está concorrendo para as eleições do colégio. Diferente de sua irmã, Jenny, não tem um relacionamento muito bom com os pais. Ele começa a ter pesadelos e passa a ter medo dos próprios familiares, achando que algo de ruim irá acontecer. 

Em suas visões ele vê vermes e lesmas na comida, mutações nas pessoas, como quando vê uma bunda frontal em sua irmã ou quando vê a pele dela borbulhando.
David, o ex-namorado de Jenny, grava a família falando sobre como será a iniciação de Jenny em uma nobre sociedade, formada por pessoas poderosas. Os pais dela, contam que após a ceia, deve ser feito sexo com o escolhido da sociedade. Nesta gravação, Jenny parece já praticar o ato com os próprios pais.


Billy, irritado, deixa a fita com o psicólogo, mas mal sabia ele que este também é um integrante da sociedade secreta.
Voltando ao médico, Billy se depara com uma fita diferente, e acha que todos estão conspirando contra ele. Ele combina com David para conseguir outra fita, mas este sofre um "acidente" e morre. 


Billy é preso em casa quando ocorre a festa da sociedade e se depara com coisas muito estranhas. As pessoas tiram a roupa e começam a derreter, sofrendo mutações, unindo-se umas às outras. Criam-se formas surreais e nojentas, rostos saindo da bunda, pessoas deformadas e todos tornam-se um ser que vai se renovando com o sacrifício de outros que não se adéquam à sociedade. 



Billy aproveita-se desta elasticidade da sociedade para vencer Ferguson, o valentão da escola. Ele dobra o braço de Ferguson e enfia no orifício anal deste, saindo pela boca e os olhos saltando das órbitas. 

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Até o inesperado e bizarro final, o filme dá a impressão de mais uma película comum dos anos 80, mostrando algumas deformidades e coisas estranhas, mas é a cena final, com imagens difíceis de descrever, que é o grande mérito e o que faz valer o filme todo. Os efeitos grotescos da junção de corpos decompostos nos remetem à outros filmes que exploram o body horror, como Do Além (From Beyond), dirigido por Stuart Gordon e com produção do próprio Brian Yuzna. Filme este que é baseado em uma obra de H.P. Lovecraft, algo comum no trabalho de Yuzna e que certamente também foi influente em Society. Outros filmes com deformações do corpo que podemos citar são O Enigma do Outro Mundo (The Thing, 1982), de John Carpenter, o australiano Corrosão (Body Melt, 1993) e Videodrome (1983), de David Cronenberg, bem como boa parte da filmografia do diretor canadense. Society não é um filme tão profundo como Videodrome, mas certamente tem sua dose de crítica à uma sociedade que não é o que aparenta, baseada na posição social e que, para crescer e ficar mais forte, literalmente engole aqueles que são diferentes e que não se adaptam à ela.

O filme foi lançado em 1989 na Europa, onde foi bem recebido, e somente em 1992 teve seu lançamento nos EUA, onde, curiosamente, não teve grande destaque, talvez pelas ideias contidas no filme, como o próprio diretor afirma. 

O filipino Brian Yuzna, cujo primeiro trabalho de direção foi justamente Society, também participou como produtor, juntamente com o mestre dos filmes B dos anos 80, Charles Band, de clássicos dirigidos por Stuart Gordon, como Re-Animator e Do Além. Também dirigiu as continuações de Re-Animator, O Dentista 1 e 2 e Necronomicon, entre outros. Curiosamente, acreditem, ele foi, também juntamente com Stuart Gordon, o roteirista das comédias da Disney Querida, Encolhi as Crianças (1989) e Querida! Estiquei o Bebê (1992).

Os efeitos grotescos de Society foram responsabilidade do japonês conhecido como Screaming Mad George, colaborador frequente de Brian Yuzna, tendo trabalhado com o mesmo também nos filmes já citados, além de Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986), de John Carpenter, sendo responsável pela clássica cena em que o sujeito incha como um balão.

Yuzna, Cara de bunda e Screaming Mad George

O título nacional A Sociedade dos Amigos do Diabo dá a impressão de se tratar de uma seita satânica, o que não é bem o caso.

Not Quite Hollywood: The Wild, Untold Story Of OZploitation! (Austrália, 2008)

Filme: Not Quite Hollywood: The Wild, Untold Story Of OZploitation!
Diretor: Mark Hartley
Ano: 2008
País: Austrália
Duração: 102 minutos

Post rápido e rasteiro para recomendar um excelente filme que assisti recentemente. Trata-se de Not Quite Hollywood, documentário sobre os filmes australianos de exploitation, chamados de Ozploitation. Estes filmes feitos durante as décadas de 70 e 80 começaram a ser produzidos quando foi adotada a classificação Rated, após um tempo de forte censura. Com esta nova classificação, os filmes, de diferentes gêneros, passaram a explorar fortemente a nudez, sexo, violência, temas polêmicos e não politicamente corretos e eram exibidos nos cinemas drive-in, mostrando que na Austrália não havia apenas cangurus e coalas. 

O documentário é bastante interessante, bem montado, em nenhum momento é entediante e serve como uma excelente fonte para conhecer bons filmes de exploitation. Conta com depoimentos de diretores, atores e pessoas que participaram destas produções, além do célebre fã destes filmes, o diretor Quentin Tarantino, que também teve influências destes filmes no seu Kill Bill. Ele fala totalmente entusiasmado sobre estas obras, nos deixando empolgados para ir atrás e descobrir mais sobre este cinema peculiarmente de baixo orçamento mas bastante criativo que garante grande entretenimento. 

Também aparecem no documentário os produtores de Jogos Mortais, onde eles contam que a parte da premissa do filme é baseado em Mad Max, quando um sujeito tem o pé algemado em um carro prestes a explodir, e sua única salvação é uma serra que Max deixa com ele.

O filme ainda conta com os depoimentos de Dennis Hopper e Jamie Lee Curtis, que também atuaram em filmes australianos em uma época em que passaram a utilizar mais atores estrangeiros.

Além de Mad Max, outros filmes que me chamaram a atenção e que preciso ver/rever são:  Wake In Fright (1971), Alvin Purple (1973), Night Of Fear (1972), Patrick (1978), Long Weekend (1978), Snapshot (1979), Next Of Kin (1981), Razorback (1984), Howling III: The Marsupials (1987), Stone (1974), The Man From Hong Kong (1975), Turkey Shoot (1981), The Return of Captain Invincible (1982) e Fair Game (1985), entre vários outros.

domingo, 9 de março de 2014

Anthropophagous 2000 (Alemanha, 1999)

Filme: Anthropophagous 2000
Diretor: Andreas Schnaas
Ano: 1999
País: Alemanha
Duração: 85 minutos
Elenco:  Achim Kohlhase, Andre Sobottka, Dirk Thies, Andreas Schnaas

Se você já achou o filme Anthropophagus de Joe D'amato trash, multiplique por 1000 e terá a sua versão alemã, Anthropophagous 2000, de Andreas Schnass.
Como é uma homenagem e remake, a história é basicamente a mesma, com algumas diferenças, atuações horrorosas, filmagem amadora, além de perder a tensão passada pelo filme de 1980. Mas uma coisa que não podemos reclamar, é o gore, muito mais abundante nesta versão, o que o torna bastante divertido.

Diferente do original, este filme começa com alguns policiais em uma gruta com corpos em decomposição e encontram o diário onde estariam descritas as atrocidades de Nikos Karamanlis. 
Vemos a família Karamanlis viajando em um barco e tendo que enfrentar uma violenta tempestade (luzes piscando, câmera balançando e uma mangueira jogando água neles) e o mastro caindo e ensanguentando a cabeça de filha.


Voltando ao tempo atual, vemos um casal na praia. Se no filme original aparece o sujeito com seus fones gigantescos, aqui vemos a moça caminhando de salto plataforma na areia. Mas desta vez temos uns peitinhos à mostra e sexo, mesmo sem ela tirar a calcinha.
Como seria caro e difícil filmar ela nadando, desta vez ela vai pegar lenha. Quando volta a cara do namorado não está mais lá! Ela encontra o assassino com uma machadinha que a mutila e arranca a pele do rosto e após lhe parte a cara com o machado! Sim, muito gore!!
Um grupo de amigos vai para a mesma praia, mas agora, novamente por questões orçamentárias, vão de carro. A grávida também está lá, mas não aparece a personagem de penetra, como a Tisa Farow no filme de D'amato. Ou seja, esta versão é muito mais objetiva, abrindo mão do roteiro.


Quando eles estão indo para a praia, temos uma sessão de nojeiras gratuitas quando se deparam com um sujeito esfarrapado que implora para eles não irem para lá e come o vômito da grávida que estava passando mal.  Eles fazem a coisa mais sensata que podiam e não o dão ouvidos e seguem a viagem até Borgo San Lorenzo, na Itália, provavelmente como homenagem à Joe D'amato e também por ser mais viável do que filmarem na Grécia.
Por lá exploram as ruelas e casas abandonadas, encontram cadáveres e se deparam com uma misteriosa mulher de preto. No carro, um cara fica com a grávida. Ele logo é morto e colocado debaixo do capô enquanto à grávida desaparece, assim como o carro. 
Este filme adiciona outros personagens, dois amigos acampando, mas só servem para morrer. Um deles tem o rosto esmagado por uma pedra e a barriga rasgada, com a extração das tripas. O outro tem o braço quebrado e arrancado como plástico e as tripas retiradas pela boca.


O grupo de amigos se refugia em uma casa durante a chuva. Aparece, toda ensanguentada, a irmã daquela morta na praia no início, dando facadas no ar e acertando um deles. Tudo como no filme de 1980. Da mesma forma, eles saem e chegam à casa da mulher misteriosa no momento em que ela se joga da janela.
Stan, um dos amigos chega à praia e vai salvar a grávida na gruta, quando aparece Nikos, mesmo assim ele permanece tranquilo ouvindo a história do assassino com o rosto cheio de farinha láctea. Nikos conta como ficou maluco e comeu a carne da filha e da mulher após o acidente de barco. 


O diretor Andreas Schnaas, que interpreta Nikos, tenta comicamente imitar as expressões de maluco que George Eastman faz no filme original. Stan é outro que aparece apenas para morrer levando uma facada na cabeça. 
Nikos então parte para a polêmica cena do aborto, arrancando o feto da barriga da mãe. Neste caso o bebê é uma boneca que move a cabeça! Mesmo assim ele o come.
Restam apenas dois vivos. Facilmente Nikos arranca a cabeça de uma mulher e é baleado em seguida. É claro que Nikos aproveita a situação para arrancar suas tripas e comê-las.
Mas, agora temos um fantástico plot twist quando Nikos levanta-se e ataca o homem. Será que Nikos vencerá desta vez? Não! Em mais uma surpreendente reviravolta, o homem consegue arrancar sua cabeça com uma pá!!
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E assim chega ao fim mais um filme horroroso, que deverá divertir aos adeptos do gore.

Andreas Schnaas é, juntamente com Olaf Ittenbach, um dos representantes do chamado "ultragore" alemão, filmes praticamente sem orçamento, onde a história é apenas uma desculpa para uma exagerada carnificina, com efeitos baratos mas funcionais e muito sangrentos. Ele também dirigiu a quadrilogia Violent Shit, Zombie 90: Extreme Pestilence e, além de outros, Nikos The Impaler, também inspirado no personagem Nikos, do Anthropophagus de Joe D'amato, inclusive neste ele também come os próprios intestinos. Em vários de seus filmes, o diretor Andreas Schnaas também atua como o assassino.