terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Absurd (Itália, 1981)


Filme: Absurd / Rosso Sangue / Antropophagus 2 / Zombie 6: Monster Hunter / Maldición Satánica / Horrible / ....
Diretor: Joe D'Amato
Ano: 1981
País: Itália
Duração: 96 minutos
Elenco:  George Eastman, Annie Belle, Charles Borromel

Resumo do filme:
O filme inicia com o personagem de George Eastman correndo desesperado e sendo perseguido por um homem. Ele tenta pular a cerca mas é segurado pelos pés e se fura nas grades.

Em seguida ele aparece na casa ao lado com a barriga aberta, suas típicas caras insanas e segurando as tripas mas, desta vez não as come, como ele mesmo fez em Anthropophagus.


Ele passa por uma cirurgia e mostra ter uma regeneração fora do comum, recuperando-se rapidamente e logo está pronto para matar. E é o que faz com a enfermeira, atravessando-lhe a cabeça com um instrumento médico semelhante a uma furadeira. 



O jantar está servido!

Dor de cabeça...

Aquele que o perseguia é, na verdade, um padre, que explica à polícia que aquele homem chama-se Mikos Stenopolis, que fugiu de um laboratório contaminado e havia sido considerado morto no mar. Ele tem o poder de se regenerar, exceto o cérebro, que deve ser destruído. O padre integra-se à equipe de busca e ganha até um carro e uma arma. 

O assassino escapa do hospital e encontra um matadouro no caminho. Ele é baleado, mas como é praticamente imortal, nada sente. E nenhum lugar melhor para uma carnificina do que um matadouro. Com os instrumentos à disposição, ele serra a cabeça do homem, remetendo a cena semelhante de Intruder (1989).


No caminho o nosso querido assassino encontra um motoqueiro (interpretado pelo diretor italiano Michele Soavi) que fica coincidentemente empenhado bem onde ele estava escondido.  Naturalmente Mikos o mata, mas não sem antes ser atropelado por um carro, o que é apenas um detalhe para ele.

O demente acaba parando novamente na casa onde havia se ferido e as coincidências não param por aí. É também onde mora o homem que o atropelou pouco antes. Ele reconhece o carro e quer vingança. Ou só quer matar aleatoriamente quem aparecer pelo caminho, não importa.

Os pais, que haviam saído para assistir a um jogo na TV com os amigos, deixam os filhos com a enfermeira, já que uma das meninas, Katia, está imobilizada na cama enquanto desenha intermináveis círculos com seu compasso (e isto não está no filme à toa).
Mikos já chega com estilo cravando uma picareta na cabeça de uma garota. Depois dela é a vez da enfermeira, que tem a cabeça colocada no forno e é assada!


Com o jantar pronto, Mikos vai agora atrás de Katia que milagrosamente consegue descer da cama e mostra-se até bem, apesar das imobilizações que usara até então. Katia mostra que realmente havia algum sentido naquele aparente inútil compasso que usa no início do filme. Ele é usado como arma para furar os olhos de Mikos. 


Katia coloca uma música alta para confundir o maníaco e saí cambaleando pela  casa. Mikos, após um bom tempo vagando cego pela casa, consegue pegar Katia. Neste momento chega o padre, com todo o seu papo furado cristão e um crucifixo que não são páreos para o poderoso Mikos. Aí nos perguntamos o motivo de Mikos estar fugindo do padre ao invés de já não tê-lo matado no início. Vai ver porque assim não teríamos história.


Felizmente Katia já está totalmente recuperada e arranca a cabeça de Mikos a machadadas. Como sempre, a ajuda só vem depois, quando ela sai ensanguentada e raivosa exibindo a cabeça do quase imortal Mikos.
O filme nos passa uma importante mensagem: Rezar não resolve, um machado sim!
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Absurd é mais um daqueles filmes italianos com milhares de títulos. Também é conhecido como Rosso Sangue, Monster Hunter, The Grim Reaper 2, Zombie 6: Monster Hunter, Psychose Infernale, Terror Sin Limite, Horrible e também foi conhecido como Antropophagus 2, mesmo sem ter muito em comum com o primeiro, também dirigido por Joe D'amato. 
D'amato é creditado como Peter Newton, um de seus vários pseudônimos e cujo nome real é Aristide Massaccesi.

As razões para Absurd ser chamado de Antropophagus 2, além do oportunismo de aproveitar o  sucesso de Anthropophagus, são algumas coisas em que D'amato repete do seu filme do ano anterior. O assassino, que é o próprio George Eastman novamente, é praticamente imortal e também é grego, não fala nada e mais uma vez foi considerado morto no mar. Ele também aparece com as tripas expostas, mas desta vez não as come. 

Não chega a ser tão polêmico quanto o Antropophagus, onde temos o aborto, a ingestão do feto e o canibalismo. Mas, por outro lado, Absurd é um filme mais violento e gore, com mortes mais sangrentas e criativas. Ambos os filmes fazem parte das Video Nasties, a lista de filmes banidos no Reino Unido durante os anos 80.

Mesmo não tendo um assassino mascarado, Absurd é praticamente um filme slasher, lembrando muito Halloween, porém, à maneira italiana, ou seja, muito mais sangrento.
O roteiro, assinado por John Cart (pseudônimo de George Eastman, que na verdade se chama Luigi Montefiori) não apresenta grandes novidades e nem é muito coerente, mas funciona bem para um filme do gênero, principalmente acompanhado das boas e violentas execuções. Ainda consegue uma boa dose de tensão, apesar de algumas cenas arrastadas e tem um final brutal. Um ponto negativo é a cansativa trilha sonora.

Enfim, recomendo que assistam Absurd, Anthropophagus 2, ou seja lá como quiserem chamar. Inclusive, gosto mais do que o próprio Anthropophagus.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

The Green Slime (Japão, Estados Unidos, 1968)


Filme: The Green Slime / O Lodo Verde (Brasil) / Batalha para Além das Estrelas (Portugal) 
Diretor: Kinji Fukasaku
Ano: 1968
País: Japão / Estados Unidos
Duração: 90 minutos
Elenco:  Robert Horton, Luciana Paluzzi, Richard Jaeckel 

Na estação espacial Gamma 3, um gigantesco asteroide batizado de Flora em rota de colisão com a Terra é detectado pelo radar, já prestes a se chocar. Para resolver o problema, o comandante e canastrão Jack é enviado para Gamma 3 para formar uma equipe e explodir o asteroide. 



Lá ele se encontra com o comandante Vince, um antigo amigo que irá se casar com a doutora Lisa, sua ex-namorada. Uma equipe é formada e eles pousam no asteroide onde fazem as escavações para a instalação das bombas. Neste meio tempo, encontram um laguinho com uma espécie de lodo verde gosmento. O cientista desajeitado deixa um deles cair em um dos equipamentos, e isto parece dar mais vida ao lodo. 


Feito o serviço, eles tem pouco tempo e precisam sair rapidamente para não serem atingidos pela explosão. O cientista, como sempre, quer levar um espécime do lodo, mas Jack os joga no chão. Mesmo assim, como era de se esperar, um pedaço fica preso na roupa de um deles. 


Após a explosão e uma chuva de destroços, em que Jack, tentando mostrar sua macheza, acelera a nave na velocidade de 10 G e ainda consegue ficar em pé e falante, eles sobrevivem e a Terra está a salvo! Todos comemoram na volta da equipe. Mas, enquanto isso, suas roupas passam pela descontaminação, o que faz com que o lodo cresça, ficando gelatinoso e piscante. O sábio operador do aparelho vai checar e acaba sendo a primeira vítima.


A seguir outro homem é atacado por estranhos tentáculos. Descobre-se então, que os seres alimentam-se de energia e podem matar eletrocutando as pessoas. Rapidamente as criaturas vão crescendo e tomam a forma de um monstro com um olho-boca brilhante e dois braços-tentáculo (e com um homem dentro da fantasia, é claro).

O cientista descobre através do sangue verde dos monstros, que suas células possuem alto poder de crescimento e multiplicação e logo, várias criaturas se formam.



A solução encontrada é desligar todas as luzes da base e atraí-los através de faróis, isto funciona, mas como estão em grande número, tomam conta do local e causam uma grande explosão, o que acaba abrindo um buraco e muitos dos monstrinhos saem e ficam passeando por cima da base. Os astronautas os seguem e ficam bisonhamente duelando por lá.

Eles evacuam Gamma 3, indo para outra base, mas Jack está lá e Vince vai para ajudá-lo. Eles conseguem ligar os motores da base, saltam para o espaço e são facilmente apanhados pela nave enquanto a estação explode ao entrar em contato com a atmosfera terrestre. O que é uma pena, já que ambos mereciam morrer.

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Bem, este filme de belo nome, muito bem traduzido como O Lodo Verde, é extremamente tosco e mal feito, e o que, naturalmente, o torna minimamente interessante. Vejamos alguns pontos positivos do filme: foguetes balançando no espaço, miniaturas e maquetes, os engenhosos equipamentos eletrônicos, os astronautas flutuando e duelando com as criaturas no lado de fora da estação espacial, os monstros de borracha de braços molengas, o roteiro "bem elaborado" e as situações cientificamente impossíveis. Estes pontos já são motivos o suficiente para apreciarmos esta bela tranqueira.

Mas todos estes defeitos não tornam este filme ruim em um bom filme ruim, apenas mediano. Os monstros são bem idiotas e lerdos, poderiam ao menos promover uma carnificina maior ou serem mais nojentos e pegajosos. Em certos momentos, o filme é até entediante. Ainda assim, para quem gosta dos filmes sci-fi de monstros dos anos 50, rende um certa diversão.

O Lodo Verde foi uma coprodução entre Japão e Estados Unidos dirigido pelo japonês Kinji Fukasaku e filmado no Japão, nos estúdios Toei Company, para reduzir os custos, e produzido pela MGM. O filme fez uma junção dos já mencionados filmes americanos dos anos 50, com os típicos monstros   japoneses. O início, quando as criaturas ainda são apenas gosmas verdes, remete um pouco à Bolha Assassina (The Blob, 1958), mas depois acaba por se tornar um filme com monstros tipicamente japoneses, mas em escala humana.

O filme Armageddon parece ter usado a ideia inicial de O Lodo Verde, quando uma equipe é enviada para destruir o asteroide que irá se chocar com a Terra. Mas O Lodo Verde é bem mais interessante e divertido e, além disso, possui uma música tema bem menos merda que a do blockbuster americano. A singela canção diz:

“What can it be; what’s the reason?
Is this the end to all the seasons?
Is this something in your head?
Would you believe it when you’re dead?
You’ll believe it when you find
something screaming across your mind ...green slime!"

Kinji Fukasaku também dirigiu o bom filme Batalha Real (Battle Royale) em 2000. 
The Green Slime ainda é citado no filme 42nd Street Forever Volume 1, onde são apresentados os trailers de diversos filmes B.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Meet The Feebles (Nova Zelândia, 1989)


Filme: Meet The Feebles / Feebles, os Terríveis (Portugal)
Diretor: Peter Jackson
Ano: 1989
País: Nova Zelândia
Duração: 88 minutos
Elenco:  Danny Mulheron, Donna Akersten, Stuart Devenie
IMDb: 6,7 


Resumo do filme:
Os Feebles são um grupo teatral formado por diferentes espécies de animais, onde apresentam diversos números e tem a cantora Heidi, uma hipopótamo, como a principal estrela. Após uma de suas apresentações, ela é ofendida por Trevor, o rato produtor, por estar gorda. Heidi sai triste e vai para o seu marido, a morsa Bletch, o dono que tem um caso com a gata Samantha. 


Se você pegou este filme achando ser uma comédia infantil bonitinha, logo vai ver do que se trata, quando Bletch aparece transando com Samantha, uma gata que é muito menor que ele, já que ela é um fantoche e ele uma pessoa fantasiada. Heidi decide se exercitar para ficar em forma, mas logo fica triste e depressiva e volta a comer.



Um dos shows é protagonizado por Harry, um coelho que gosta de umas orgias enquanto o tamanduá Dennis fica espiando excitado e babando. O canal também produz seus filmes pornôs, mas Dennis, o ator, anda com problemas para ficar ereto, o que faz com que se crie um novo gênero pornográfico: o sexo nasal, em que Dennis atua com seu nariz excitado e ejaculador.

Wynyard é um sapo atirador de facas viciado em drogas, que tenta conseguir alguma com Trevor, mas está sem dinheiro. Sofrendo de abstinência, ele acaba acertando uma faca na assistente que ficava no alvo. Depois ele conta que estivera no Vietnã e de como escapou de lá, após um roleta russa (com todas as balas), quando o tiro saiu ricocheteando e matando os soldados que o mantinham refém. Ele ficou traumatizado e acabou ficando dependente de remédios e, consequentemente, de drogas. 


Além destes personagens, o filme mostra a chegada de Robert, um inocente ouriço do interior que chega para se juntar ao show. Logo ele se apaixona por Lucille, uma cachorrinha.
Harry começa a passar mal e a mosca, que trabalha para o jornal, começa a investigar indo direto na fonte, ou seja comendo a merda que Harry havia depositado no vaso para saber o que ele estava passando. A típica imprensa marrom. O médico o diagnostica com uma doença sexualmente transmissível e dá poucas horas de vida à Harry, que começa a ficar cada vez pior, mas ainda assim quer atuar no seu número.


Bletch e Trevor querem que Lucille seja a nova estrela pornô. Para isto, Trevor a droga e abusa dela. Neste momento, Robert, que já estava tendo um romancezinho com ela, vê os dois e pensa que ela o traíra.

As coisas não param de dar errado: o contorcionista indu acaba por enfiar a cabeça no próprio traseiro enquanto Heidi abusa dos doces destrói o cenário após uma crise de arrotos. Ela corre para Bletch, que é surpreendido no momento em que Samantha está embaixo de sua mesa, lhe dando uma lambidas.


Bletch acaba sendo enganado quando ao invés de receber sua droga, entregam-lhe bórax (borato de sódio), o que o deixa furioso e o faz ir atrás do carregamento correto com o Sr. Big. Mas não sem antes testar a droga e fazer derreter o entregador.

Chegando lá, após matarem uns capangas, inclusive uma aranha gigante, se deparam com o Sr. Big, que faz jus ao nome. Ele é uma monstruosa baleia (ou algo do tipo) que aparece quando Bletch e companhia iriam atravessar a ponte. Genialmente eles pensam na melhor saída: entrar pela boca do Sr. Big, atravessando-o e saindo pelo outro lado. 

No canal, corre tudo bem no show de Heidi, e para comemorar, ela quer uma boa sessão de sexo com Bletch, que a descarta por achá-la gorda e por já ter conseguido contrato para uma série, sem precisar mais das performances de Heidi. 


Os shows vão sendo um desastre atrás do outro. Harry, gosmento e caindo aos pedaços começa a vomitar durante sua apresentação. Já Wynyard, após se injetar a droga vai para seu número totalmente chapado com Robert no alvo, mas ele acerta a própria cabeça após jogar uma das facas para cima. 



Heidi, totalmente desolada, tenta o suicídio se enforcando, mas com seu peso, vai descendo, atravessando os andares, mas não morre. Sua próxima tentativa é com uma metralhadora, mas no momento crucial, vê a amante de Bletch e aproveita para mandar bala nela.  Neste momento, Harry sai todo faceiro ao saber que tinha apenas varíola e não iria morrer. Mas, Heidi não o poupa quando sai fuzilando a todos.


Por falta de atrações, só resta mesmo deixar a raposa com seu número musical sobre SODOMIA! Enquanto isso, Heidi vai acabando com o show, metralhando a todos com sua munição infinita. Robert, após salvar Lucille, também salva Heidi de Trevor, que é então estraçalhado pelas balas de Heidi. Assim, Heidi canta sua última canção antes de ser presa.
Em seguida, são apresentados os destinos dos poucos sobreviventes, inclusive Heidi, que deixou a prisão após 10 anos.

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Meet The Feebles foi feito em 1989 e é o segundo filme do que podemos considerar a trilogia trash de Peter Jackson, que para mim, e que me desculpem os fãs dos anéis, compõem o Top 3 do diretor. Suas outras obras-primas são o Trash - Náusea Total (Bad Taste) e Fome Animal (Braindead). Foi totalmente feito com fantoches e fantasias, sem humanos em cena e, como no filme anterior, o orçamento era bastante reduzido. 

Um detalhe legal é que estes primeiros filmes do diretor acabam se relacionando, usando referências uns dos outros. Por exemplo: em Meet The Feeble, durante um dos espetáculos, aparece um dos alienígenas de Bad Taste na platéia. Já em Fome Animal, a música Sodomy é tocada na igreja. 

O filme trata-se de uma espécie de paródia de programas como os Muppets, e aos brasileiros, talvez lembre um pouco da antiga TV Colosso, onde vários cães eram responsáveis por um canal de TV. Porém, aqui o humor negro e insanidade é elevado ao extremo, recheado de violência, sangue, nojeiras, vômitos, drogas e sexo. 
O filme parece ser composto por várias esquetes que vão se unindo e são tantas as situações hilárias e memoráveis que fica difícil citar todas. 

Mas, apesar de tudo isso, considero o filme mais crítico de Peter Jackson nesta sua fase trash. Os personagens, apesar de animais, apresentam características extremamente humanas: são cruéis, sem escrúpulos, vingativos, exploradores, movidos por interesses, mesquinhos, preconceituosos, etc. Ou seja, é uma ácida crítica ao mundo perfeito da televisão, mostrando a podridão por trás dos bastidores, ou também pode ser visto como uma metáfora para a hipocrisia humana.

São abordados temas sérios e reais como os produtores de TV oportunistas, a ditadura dos padrões de beleza, o preconceito e como um surto de raiva pode colocar muitas vidas em perigo. Outro tema interessante é a imprensa sensacionalista que se alimenta dos "podres" dos artistas, brilhantemente retratado como uma mosca comendo a merda de Harry. 
Felizmente nenhum fantoche se feriu durante as filmagens, como indica a mensagem nos créditos finais.
Esta obra de arte não foi lançada no Brasil.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dèmoni (Itália, 1985)


Filme: Dèmoni / Demons / Demons - Filhos das Trevas
Diretor: Lamberto Bava
Ano: 1985
País: Itália
Duração: 88 minutos
Elenco:  Urbano Barberini, Natasha Hovey, Karl Zinny


Resumo do filme:
Cheryl é surpreendida no metrô por um estranho mascarado que dá a ela um convite para a exibição de um filme. Ela decide ir e convida a amiga Kathy para ir acompanhá-la. No local, que parece um cinema alternativo com exposições de arte e uma moto (que será muito útil mais à frente), rapidamente formam-se os casais, com a chegada de George e Ken (mania idiota de ficar usando nomes americanos). 

Antes do início do filme, uma mulher coloca uma máscara de metal que há no lugar e acaba cortando levemente o rosto. Quando estão todos em seus lugares, o filme começa. Trata-se de uma história de dois casais que encontram a tumba de Nostradamus e junto dela há uma máscara. Não é preciso pensar muito para adivinhar que alguém irá colocá-la no rosto e, veja só, esta máscara também provoca um corte. Isso acaba transformando o sujeito em demônio que passa a atacar os outros, que sofrerão a mesma transformação.

Eu sou o Máskara!

Deixa ela entrar

Tudo bem, era apenas um filme. Mas, evidentemente, o mesmo ocorre com as pessoas que estão assistindo a este filme. A mulher infectada começa a transformar-se, gerando bolhas no rosto que explodem, seus dentes crescem, os olhos tornam-se demoníacos e forma-se uma baba verde. 

Ela passa a atacar os outros que estão no local, que vão, um a um, sendo possuídos e atacando os demais. Algumas cenas daquele filme (dentro do filme), inclusive, combinam-se com os acontecimentos dentro do cinema. Cria-se um grande pânico e desespero nas pessoas, que não conseguem escapar do cinema.  O grupo decide parar o filme e, para isto, destroem o projetor, o que não tem nenhum resultado.

Rapaziada chegando

Para tornar o filme ainda mais trash, após Kathy ser contaminada e, lembrando o Phantasm 2, um demônio sai de suas costas!




O casal restante, Cheryl e George, protagoniza uma cena de fuga de moto, dando voltas dentro da sala do cinema e cortando cabeças dos demônios com um espada, ao som de Accept. Como se isso não bastasse, um helicóptero, muito convenientemente, cai dentro do cinema!!! Este acaba sendo uma boa arma quando suas hélices giram e decepam os demônios/zumbis que se aproximam.

Iááá!

Agora ficou fácil saírem do recinto, basta usar o prático arpão com cabo de aço que há no helicóptero. Assim eles conseguem subir, mas se deparam com o mascarado do início do filme, que é morto com muita classe, tornando este final ainda mais absurdo, sangrento e divertido. 

Ugh!


Neste momento o filme parece já dar terreno para uma continuação, quando mostra a cidade tomada por hordas de demônios. O casal é socorrido por uma família de sobreviventes e, surpreendendo novamente, temos um ótimo final, não tão feliz.

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Demons é um típico filme de terror oitentista com aquele visual cafona nas roupas e cabelos das pessoas, aquela visão carnavalesca e superficial dos punks, regado com muito hard rock farofa. Um filme simples, mas utilizando uma boa e criativa ideia, repleto de metalinguagens, algumas reviravoltas e situações sangrentas muito divertidas. 

O filme tem ótima maquiagem e efeitos bem empregados para representar a transformação das pessoas, com unhas e dentes crescendo, as mutações faciais e também o ponto principal do filme: o gore! O filme é um prato cheio para quem gosta de pessoas tendo seus corpos rasgados e sangue jorrando, tanto que não foi difícil encher a postagem de imagens bonitas.

A questão de filme dentro do filme em um cinema lembra Os Olhos da Cidade são Meus (Anguish, 1987) do diretor espanhol Bigas Luna, um bom filme e com ainda mais metalinguagem. Outro que vêm a mente também, é o divertido Matinee - Uma Sessão Muito Louca (Matinee, 1993) de Joe Dante.

Demons foi dirigido por Lamberto Bava, filho do mestre Mario Bava, com produção e roteiro de Dario Argento e participação de Michele Soavi (diretor de Dellamorte Dellamore), inclusive atuando no filme dentro do filme e como o homem mascarado. 

Tentando entender a confusão com as sequências:
Lamberto também dirigiu a sequência de Demons, "Dèmoni 2... l'incubo ritorna", de 1986, conhecido no Brasil como Demons 2 - Eles voltaram. O filme é semelhante ao primeiro, mas se passando em um prédio. A partir daí, a numeração de Demons virou uma bagunça. O filme L'ogre (1986), recebeu o nome Demons 3 no Reino Unido. Já em 1987, Bava dirigiu para a televisão o filme "Brivido giallo La casa dell'orco", mas aproveitando a fama da série Demons, nos Estados Unidos saiu com o título Demons 3 - The Ogre e no Brasil como Demons 3 - O Ogro. No Japão, A Catedral (La Chiesa, 1989) de Michele Soavi, também foi chamado de Demons 3. Pra complicar ainda mais, em 1989 Umberto Lenzi dirigiu Demoni 3 - Black Zombies e nos EUA ficou como Black Demons. La Setta (1991) de Soavi virou Demons 4 em alguns países, assim como "La maschera del demonio" (1989), também de Bava, saiu como Demons 5. E pra terminar, "Il gatto nero" (1989), uma adaptação de Luigi Cozzi para O Gato Negro de Edgar Allan Poe, saiu como Demons 6: De Profundis. Um pouco confuso, né? Pois é, segundo o IMDB, foram nos EUA e no Japão que esta franquia (que nem é uma franquia), chegou até o sexto filme, mesmo sem relação nenhuma com os dois primeiros.


Demons é um filme obrigatório para quem gosta e tem saudades daqueles despretensiosos e divertidos trashs dos anos 80. Se ainda não viu, não perca!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Ms. 45 (EUA, 1981)


Filme: Ms. 45 / Angel of Vengeance / Sedução e Vingança
Diretor: Abel Ferrara
Ano: 1981
País: Estados Unidos
Duração: 80 minutos
Elenco:  Zoë Lund, Albert Sinkys, Darlene Stuto
IMDb: 6,8

Thana é uma jovem tímida e muda que trabalha para um estilista. Por onde passa, ela e as amigas são agredidas verbalmente pelos homens. Até que, certo dia após o trabalho, é surpreendida em um beco e a agressão vai muito além da habitual, quando é estuprada por um sujeito. Muito abalada ela chega em casa e como se já não bastasse a terrível experiência pela qual acabara de passar, é estuprada novamente!


Mas desta vez ela consegue reagir, golpeando o homem e o matando com um ferro de passar. A imagem do primeiro agressor vêm à sua mente e rapidamente ela vai se transformando. Friamente ela corta o corpo do homem em pedaços e vai largando pela cidade enquanto vai se tornando uma justiceira, uma versão feminina do Charles Bronson, matando os homens que tentam abusar dela ou de outras mulheres. Com o restante do corpo de sua primeira vítima Thana coloca no moedor de carne e o oferece para o cachorro da vizinha.


A aparentemente tímida e frágil mulher se transforma em uma femme fatale fria, que se veste para atrair e caçar homens, afinal, as mulheres ainda chamam a atenção principalmente pela aparência. Ela passa a odiar qualquer homem, seja ele um agressor ou não.


< Cuidado, Spoilers >

O chefe de Thana tenta se aproveitar dela e a convida para uma festa à fantasia. Ela aceita pensando em vingança e vai vestida de freira. Na festa ela atrai a atenção masculina e, quando é convidada para ir com o chefe ao quarto, ela inicia por este sua vingança final, mirando e matando todos os homens do local com sua .45 de balas infinitas. Cena esta enfatizada por uma câmera lenta, como já feito no Thriller: A Cruel Picture.


Finalmente ela é apunhalada por uma das mulheres e, ao vê-la, Thana, incapaz de atirar, agora tem voz e fala: "irmã" (e não poderia estar melhor trajada para esta situação) e então morre. 

< Fim dos Spoilers >

Ms. 45 (Sedução e Vingança no Brasil) é mais um filme do chamado rape/revenge, cuja premissa é a vingança de mulheres abusadas sexualmente, onde os principais representantes são o sueco Thriller: A Cruel Picture (1973) e A Vingança de Jennifer (I Spit on Your Grave, 1978). Mostra a violência sofrida diariamente por muitas mulheres, desde o abuso por olhares, piadas e propostas dos próprios familiares ou chefes, até a agressão extrema do estupro, algo assustador e que, infelizmente, não é apenas ficção. Ainda é normal e triste vermos a mulher sendo classificada pela sua imagem, deixando de lado suas capacidades, como sendo apenas um objeto para satisfazer os homens. No filme, não trata-se da disputa entre o bem e o mal. Thana, cansada disto e abalada por tudo que sofrera, quer vingança e acaba vendo em todo homem um inimigo. 

A atriz e também modelo e música Zoë Tamerlis Lund, também atuou com Ferrara em Vício Frenético (Bad Lieutenant, 1992), onde também participou como roteirista. Ela faleceu em 1999 com 37 anos, devido à cocaína.

O filme Machete (2010), provavelmente presta uma homenagem à Ms. 45 na cena em que Lindsay Lohan aparece armada e vestida de freira.

Ms. 45 foi o terceiro filme de Abel Ferrara, com um orçamento superior aos anteriores O Assassino da Furadeira (Driller Killer, 1979), protagonizado pelo próprio Ferrara e o pornô Nove Vidas de Uma Gata Molhada (9 Lives of a Wet Pussy, 1976), seu primeiro longa metragem.

domingo, 15 de dezembro de 2013

The Burning Moon (Alemanha, 1997)

Filme: The Burning Moon / Lua Sangrenta
Diretor: Olaf Ittenbach
Ano: 1997
País: Alemanha
Duração: 99 minutos
Elenco: Beate Neumeyer, Bernd Muggenthaler, Ellen Fischer, Olaf Ittenbach
IMDb: 4,7

The Burning Moon (Lua Sangrenta, no Brasil) é um filme composto por três segmentos. O principal, que liga os outros dois conta a história de um jovem metido a rebelde que não se dá muito bem com a família (interpretado por Olaf Ittenbach). Após participar de uma violenta briga de gangues, ele precisa tomar conta da irmã menor enquanto os pais não estão em casa. 


Após se drogar ele vai ao quarto da irmã para contar umas histórias um pouco impróprias para crianças. A primeira história é Amor de Júlia. Neste conto, um assassino, após ter a medicação suspensa, escapa da clínica psiquiátrica matando todos que cruzam seu caminho. Ele logo conhece Julia e marca um encontro com ela. Mas ela descobre que ele é o assassino foragido e escapa enquanto ele a deixa sozinha no carro. Porém, a tonta esquece a carteira no carro e naturalmente ele vai à casa dela. Sem cerimônias ele vai matando os familiares de Júlia, cortando braços e os degolando, promovendo uma grande carnificina no  recinto, com direito a um facão atravessando a cabeça do pai, a cabeça da mãe sendo serrada, um corpo incinerado e a ingestão de um olho, descendo pelo cano da garganta. Tudo isso para compensar a história rasa, cujo final é bobo e ela naturalmente consegue se safar.



A segunda história é A Pureza, onde um padre tem o hábito de estuprar e matar pessoas, realizando seus rituais satânicos purificadores enquanto os crimes são atribuídos a Justuz, um inocente trabalhador. Os homens da região pagam um assassino para matar Justuz e ele realiza o trabalho brutalmente. À noite, Justuz volta a vida para trazer o horror do inferno ao seu assassino. Esta longa sequencia final já vale o filme todo. O inferno é retratado como um lugar onde pessoas mutiladas e repugnantes torturam e matam umas às outras. Em meio aos gritos de sofrimento vemos tripas expostas sendo devoradas, corpos mutilados, partidos ao meio e cabeças esmagadas. É neste ambiente que o assassino é brutalmente torturado, tendo o olho arrancado por uma furadeira manual, a barriga aberta e os órgãos retirados e, por fim, é acorrentado pelos pés e esticado até que os membros sejam violentamente rasgados do corpo. 



Esta bela sequência final fará a alegria dos apreciadores de efeitos gore práticos, criativos, mas muito funcionais. Imagino que boa parte do reduzido orçamento deve ter sido gasta neste final épico.

Para terminar o filme, após contar esta bela história para a irmãzinha, ele tem a certeza de que ela irá dormir por um bom tempo em um desfecho que não tem nada politicamente correto.


Burning Moon é mais uma pérola do cinema extremo/trash/gore alemão, produzida em 1997, mesmo ano de Premutos, a outra obra de Olaf Ittenbach. As atuações são "primorosas", vários dos atores participam dos diferentes segmentos, e o roteiro não é o ponto forte. Mas esta tosquice dá um charme a mais e só aumenta a diversão banhada por litros e mais litros de sangue falso, tripas e esquartejamentos. Uma ótima inspiração para quem quer fazer filmes sangrentos e baratos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Premutos - Der Gefallene Engel (Alemanha, 1997)


Filme: Premutos - Der Gefallene Engel / Premutos: The Fallen Angel, Premutos, El Ángel Caído / Premutos: Lord of The Living Dead
Diretor: Olaf Ittenbach
Ano: 1997
País: Alemanha
Duração: 106 minutos
Elenco:  André Stryi, Christopher Stacey, Ella Wellmann, Olaf Ittenbach

Premutos foi o primeiro anjo caído a ir contra Deus, antes mesmo de Lúcifer. De tempos em tempos ele volta a Terra em carne e osso com seu exército de mortos-vivos para dominar a humanidade, espalhando doenças, ódio, pragas, pecados e mortes. O filme começa com estes dizeres em meio a um massacre na Índia durante a Idade Média. Logo de cara uma cabeça é decepada de uma forma cômica e Monty Pythonesca, o que nos faz concluir que estamos nos deparando com uma comédia. Uma comédia, mas com MUITO gore. Neste massacre, corpos e membros são rasgados como trapos. Um filho de Premutos literalmente reencarna, juntando pedaços de corpos a um esqueleto até ganhar a forma de um homem. Este homem é apunhalado e morre, mas retornará!

Centenas de anos depois, em 1942, somos transportados para um vilarejo onde um homem chamado Rudolf escava corpos no cemitério buscando a fórmula de vida eterna para a sua esposa enferma. Ele é caçado pelos homens da vila que encontram em seu porão montes de corpos decompostos. Os mortos voltam à vida e atacam os caçadores. Isso só faz aumentar a ira dos homens que vão atrás de Rudolf, enquanto este encontra o antigo livro que procurava, uma espécie de Necronomicon. Neste momento é surpreendido por um homem e, para livrar-se dele, crava-lhe uma pá na cabeça. 



Em casa, Rudolf prepara a receita para reavivar a mulher. Quando ela toma a milagrosa gemada, a mulher levanta como um zumbi, cuspindo sangue (lembrando do Exorcista) e arrancando a pele de seu rosto e explodindo em seguida. É quando sua casa é invadida pelos homens em busca de justiça. Após algumas trapalhadas e mortes acidentais, os homens acertam milhares de tiros em Rudolf e queimam a sua casa.

Justiça feita pula-se mais alguns anos até a Alemanha contemporânea. Conhecemos Mathias (interpretado pelo diretor Olaf Ittenbach), um jovem desastrado que sempre que dorme ou perde a consciência (o que acontece facilmente), de alguma forma, tem a visão das aparições de Premutos em diferentes épocas. 



Sei pai, Walter, um militar maluco, que mata moscas com tiros de espingarda, desencava o tal livro do Premutos juntamente com aquelas poções e os leva para casa. 
Mathias, pra variar, acaba levando um chute no saco durante uma partida de futebol. Quando vai para casa repousar, se depara com o livro do Premutos e começa a lê-lo enquanto ocorre a festa de aniversário de seu pai com alguns poucos convidados, incluindo Hugo, um homem aparentemente covarde que é insultado pela mulher (ou ex-mulher, sei lá) que fica depreciando-o enquanto dá em cima do outro amigo bêbado.

Enquanto Mathias vai lendo o livro e pegando no sono, ele vai visualizando suas vidas passadas como filho de Premutos em suas tentativas frustradas de trazer o seu pai. Estas passagens soltas vão compondo uma colcha de retalhos e passam a ficar mais interessantes que a realidade, enquanto a chatíssima festa ocorre. Numa destas visões, ele vê a crucificação de Cristo, que renasce com o milagroso líquido amarelo.

Mathias, desastrado como é, deixa um dos vidros com o líquido amarelo cair no saco. Isto é o suficiente para mais um retorno de Premutos, que parece invocar os mortos para matar os vivos. Mathias morre no sofá ao ser enrolado e dilacerado por arames e tubos de metal que parecem criar vida.

Os zumbis passam a surgir de todos os lugares possíveis invadindo e animando a festinha (lembraram do Fome Animal?). Como em A Noite dos Mortos Vivos, eles vão para o porão e bloqueiam as entradas. Felizmente, como Walter é um militar alucinado, tem um arsenal no porão e, como no filme de Romero, há uma pessoa altamente irritante que ajuda mais morta do que viva. É o que ocorre com a mulher xarope. Neste momento Hugo, o até então fraco e submisso, torna-se um verdadeiro badass matador de zumbis com uma pontaria infalível. A carnificina come solta e empilham-se muitos corpos com a munição infinita a qual dispõem. A longa sequencia final chega a cansar por tantas mortes, muitas delas pouco inspiradas ou criativas. 




O final é bastante sangrento, com direito a motosserra e machado, enquanto os zumbis não param de aparecer formando uma contagem de corpos astronômica que é revelado no final: Body Count = 139.

Surge então Mathias, como a nova encarnação do filho de Premutos, mas, como sempre é facilmente eliminado, quer dizer, facilmente quando se tem um tanque de guerra em casa. Ele volta a se formar a partir de outros corpos e está pronto para matar todos e escravizar a humanidade! Por sorte, ele pisa em um skate e Hugo o explode com uma granada. Mais uma aparição frustrada de Premutos e, como sempre, o mundo está a salvo novamente.





Feito o serviço duro, o casal que sobra tem um destino inusitado, mas não menos divertido.

Muitas vezes a definição do que pode ser classificado como trash é confusa. Mas não há melhor forma de enquadrar Premutos como um filme totalmente trash. O filme é de baixo orçamento, as atuações são pavorosas e a carnificina é generalizada. Se isto não bastasse, a versão dublada para o inglês é horrorosa, no melhor estilo Tela Class, totalmente fora de sincronia. O filme todo deve ter sido dublado por poucas pessoas, pois um mesmo dublador faz as falas de várias pessoas, inclusive imitando vozes de mulher. Na cena do jogo de futebol, parece que a dublagem foi gravada dentro de um banheiro. Além disso, outra coisa que reforça o nível trashístico do filme é a sonoplastia fajuta dos tiros e ferimentos de espada.
Quanto a história, acaba sendo bastante confusa e o filme é mais longo do que deveria, com mais de 100 minutos. Porém, o nível amador do filme (que também acaba divertindo) é compensado por efeitos gore nojentos e até bem feitos. Garantia  de cabeças e membros decepados, tripas expostas e muito sangue e diversão.

Assim como Jörg Buttgereit, Olaf Ittenbach é um dos grandes nomes do gore alemão, sendo além de diretor, o responsável pelos sangrentos efeitos especiais. Premutos é o seu segundo filme, antecedido por Black Past (1989), e sucedido por Burning Moon. Todos muito sangrentos e com a atuação de Ittenbach. 

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Bem, jovens, mais um post chegando ao fim e espero que tanto este quanto os anteriores tenham sido interessantes para alguém. Sei que não sou um grande crítico ou conhecedor de cinema, mas gosto do assunto e tenho conseguido aprender um pouco mais pesquisando, escrevendo para o blog e claro, assistindo filmes. Espero ir melhorando as resenhas com o tempo. Fiquem à vontade para comentar o que estão achando do blog e o que pode ser melhorado.
Valeu!